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    INCONDICIONALMENTE GALO


    A HISTÓRIA DO PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO (CONCLUSÃO)


    Meia hora antes do confronto em que o Atlético derrotou o Botafogo em pleno Maracanã, um grupo de mais ou menos dez meninos saiu dos alojamentos do estádio de Lourdes. Tinham de treze a quinze anos e não queriam deixar de ver o jogo por nada nesse mundo. Caminharam pela cidade vazia e chegaram ao orfanato Santo Antônio, na esquina da São Paulo com a Tamoios. Assistiram à final em companhia de uma senhora a quem chamavam de tia Iracema. O lugar era mantido pela arquidiocese, e o responsável era o atleticano Serafim Fernandes de Araújo, bispo de Belo Horizonte e, mais tarde, cardeal. Aqueles garotos não saíam de lá. Entre eles, estavam José Reinaldo de Lima e Antônio Carlos Cerezo. Quando o jogo terminou, a cidade ficou repleta de bandeiras do Atlético. Eles se misturaram à multidão e voltaram para casa, o estádio de Lourdes. “Não dá para esquecer”, diria, anos depois, o supercraque Reinaldo. Naquele dia, ele vibrou como o mais comum dos atleticanos.

    (GALUPPO, Ricardo. Raça e Amor. São Paulo, 2003, DBA Dórea Books and Art, p. 130)

     

    NÚMEROS FINAIS DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1971

    CAMPEÃO: Clube Atlético Mineiro

    Vice-Campeão: São Paulo

    3.º colocado: Botafogo

    Artilheiro: Dario (Atlético): 15 gols

    Campanha do Atlético: 12 vitórias, 10 empates, 5 derrotas; 39 gols a favor, 22 gols contra.

     

    BOLA DE PRATA DA REVISTA PLACAR

    Vencedores de 1971

     

    Goleiro: Andrada (Vasco)

     

    Lateral-Direito: Humberto Monteiro (Atlético): O bicampeão da Bola de Prata Humberto Monteiro é de Cachoeiro do Itapemirim e tem 24 anos. Seu estilo, parecido com o de Zé Maria, do Corinthians, permite ao Atlético ser um dos times mais ofensivos do Brasil. Ele ganhou este ano com relativa facilidade diante da impossibilidade de Carlos Alberto, Zé Maria e da irregularidade de Eurico. Humberto não chegou a ganhar uma nota 10 e inclusive pôde na sua sexta partida tirar um 5 sem grandes problemas. Mas Humberto é um jogador com uma fibra impressionante e uma recuperação fora do comum, justificando mais uma vez a sua colocação.

     

    Beque-Central: Pescuma (Coritiba)

     

    Quarto-Zagueiro: Vantuir (Atlético): Vantuir Galdino Ramos talvez seja a maior revelação desse Campeonato Nacional, para uma posição onde não tem surgido muita gente. Com seus 22 anos, Vantuir, que é de Belo Horizonte, garantiu a defesa do Atlético (o time que mais deu jogadores para a Bola) em várias oportunidades. Ele não pode ser considerado um zagueiro clássico, mas tem antecipação, visão de jogo, sai do chão para as cabeçadas com facilidade e é duro. Não vai demorar muito para ser da Seleção.

     

    Lateral-Esquerdo: Carlindo (Ceará)

     

    Médio-Volante: Vanderlei (Atlético): Vanderlei Paiva Monteiro é de Três Corações, a terra de Pelé, e tem 25 anos. Seu futebol até há algum tempo era pouco conhecido, mas agora sua eficiência lhe dá o mérito de ser o terceiro jogador do Atlético a ganhar a Bola de Prata este ano. Ele costuma aparecer pouco para a torcida, mas tem algumas qualidades que até os maiores jogadores da posição não têm, como saber chutar a gol (desde que se firmou como titular fez muitos gols) e cabecear (muitos gols de cabeça). Sua campanha na Bola, a partir do segundo turno da classificação, foi muito regular, até vencer Tião, que era o líder desde o começo.

     

    Meia-Armador: Dirceu Lopes (Cruzeiro)

    Ponta-Direita: Antônio Carlos (América Carioca)

    Centro-Avante: Tião Abatiá (Coritiba)

    Ponta-de-Lança: Rivelino (Corinthians)

    Ponta-Esquerda: Edu (Santos)

     

    BELÔ ESTÁ SORRINDO

    Sexta-Feira, às 7 da noite, o DNER fazia apelos, pedindo calma àquela multidão que partia para o Rio, com suas bandeiras para fora das janelas, disposta a gritar "Galo, Galo" durante mais de mil quilômetros, mais de 48 horas. A BR-3 virou mão única, no sentido Praça Sete - Maracanã.

    Domingo, às 8 da manhã, Belo Horizonte acordou com o grito dos que ficaram, "Galo, Galo". Em frente ao Café Nice, ponto dos atleticanos, ninguém passava. Centenas de tevês espalhadas pela cidade conseguiram acalmar os ânimos. Era a expectativa. Nenhuma pessoa nas ruas, o silêncio total, a voz dos locutores sendo mal ouvidas. De repente a explosão: Dario, 1 a 0. Dario, Dario, Galo, Galo. Não se ouvia mais nada pela cidade a não ser os gritos de Dario, Dario, Galo, Galo. 

    Quando terminou o jogo, caminhões, carros, ônibus tomaram conta de tudo, invertendo no peito a mão da Avenida Antônio Carlos, logo engarrafada. Caía a noite, mas a multidão não parava, na sua peregrinação ao aeroporto. A pé, de bicicleta, de todo jeito, com as bandeiras na mão, eles apenas gritavam Galo, Galo, Dario, Dario. 

    Pela madrugada, vinham os pedidos ao governo para fazer feriado na segunda, porque "os cruzeirenses vão trabalhar por nós". Mesmo depois de receber os seus heróis na Pampulha, Belo Horizonte continuou feliz, ouvindo o eco do Maracanã vazio repetir Galo, Galo.

    E Belô foi dormir sorrindo.

    (matéria de Arthur Ferreira para a revista Placar)

     

     

     

    fontes:

    O CANTO DO GALO

    http://100anosgalo.blogspot.com/

    ENCICLOPÉDIA GALO DIGITAL

    http://www.galodigital.com.br/enciclopedia/Campeonato_Brasileiro_1971

    FUTPÉDIA

    http://futpedia.globo.com/

    REVISTA PLACAR, São Paulo/SP, Editora Abril, edição n.º 93, 24/12/1971.

     

    Em 19 de dezembro de 1971, eu tinha 7 anos e meio de idade. Não tenho muitas lembranças dos jogos do GALO porque ainda não era um torcedor fanático. Sei que estava na casa de uma tia e que, à noite, fomos para o centro da cidade (curiosamente, hoje moro a apenas alguns metros de distância dessa casa).

    Ainda precisaria de alguns anos para iniciar meu caso de amor com o CLUBE ATLÉTICO MINEIRO, mas não foi preciso nenhum outro titulo nacional: bastou-me estar nas arquibancadas do Mineirão, num domingo de vitória do GALO sobre o C*uzeiro, ver aquela multidão alucinada, gritando "GALO" e balançando enormes bandeiras, ao som da charanga, para ter certeza absoluta de que ali era o meu lugar.





    Escrito por PLINS às 20h04
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    A HISTÓRIA DO PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO

     

    HÁ 40 ANOS - CAPÍTULO 27

    19 de dezembro 1971: um dia histórico para o CLUBE ATLÉTICO MINEIRO. O time comandado pelo mestre Telê Santana pisou no gramado do Maracanã para enfrentar o Botafogo Futebol e Regatas e conquistar o título de PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO!

    A semana da decisão transcorreu numa lentidão desesperante. Já noite da quinta-feira, carros começaram a deixar Belo Horizonte em direção ao Rio. Na sexta, o movimento quintuplicou. Na casa da família Baracat, no bairro belo-horizontino do Barreiro, o jovem Kalil, com o coração na mão, não saía do lado do telefone. Na época, parte do sustento dos Baracat era garantido por uma barraca de verduras que mantinham nas feiras livres. O rapaz só poderia ver o Galo jogar caso o irmão mais velho, Antonio Abdala Baracat, que estava na estrada, com o caminhão da família, chegasse de viagem a tempo de substituí-lo na feira de domingo. Estava tudo acertado entre os dois – mas a hora marcada para a saída do ônibus que levaria os Dragões para o Rio se aproximava, e nada de Abdala aparecer.

    Dali a pouco, o telefone toca. Da estrada, Abdala avisa que Kalil poderia viajar tranqüilo – pois ele chegaria a tempo de tomar conta da barraca. Passados alguns minutos, Kalil aparecia esbaforido no estádio de Lourdes, de onde saiu a caravana com destino à grande final. Ao todo, 562 ônibus deixaram Belo Horizonte. Até lotações urbanas foram usadas para levar os torcedores ao Rio. Contando os que partiram de cidades do interior, quase oitocentos ônibus levaram torcedores para assistir à disputa. Kalil Antônio Baracat Filho guarda até hoje o canhoto do ingresso daquela partida.

    (GALUPPO, Ricardo. Raça e Amor. São Paulo, 2003, DBA Dórea Books and Art, p. 127)


    O Atlético chegou ao jogo final do triangular que decidiu o Campeonato Brasileiro de 1971 com a vantagem de jogar pelo empate, pois, na primeira rodada, venceu o São Paulo por 1 a 0, no Mineirão, e na segunda, o time paulista goleou o Botafogo, por 4 a 1, no Morumbi. Para ficar com a taça naquela tarde de 19 de dezembro de 1971, o Botafogo teria de alcançar um verdadeiro milagre, pois tinha de golear o Atlético por seis gols de diferença.

    Apesar de estar praticamente fora da briga pelo título, incentivo não faltava aos jogadores do Botafogo, e ele vinha do São Paulo na forma de uma alta quantia em dinheiro que eles receberiam ainda no vestiário do Maracanã caso vencessem o Atlético, dando o título ao tricolor paulista.

    O Atlético entrou em campo ferido. Ninguém se esquecia que antes do início das semifinais, a imprensa paulista e principalmente a carioca apontavam como favoritos ao primeiro título brasileiro o Santos, de Pelé; o Cruzeiro, de Tostão; o Corinthians, de Rivelino; o Botafogo, de Jairzinho; o Palmeiras, de Ademir da Guia; ou o São Paulo, de Gérson. O Galo foi mais forte e vingador do que nunca e quem ficou com a taça foi mesmo o Atlético de Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Ronaldo, Lola, Dario e Tião.

    Antes do jogo, o atacante Dario, como que numa previsão, declarou: “Hoje meu gol tem de sair. E tem de ser sutil”. Foi exatamente desta forma. Humberto Ramos penetrou na área pela esquerda, aos 18 minutos do segundo tempo [outras referências indicam que o gol aconteceu aos 16 minutos], e cruzou. Dario subiu mais que a defesa do Botafogo e cabeceou certeiro, sutil, no canto de Wendell, que só olhou a bola entrar. Era o gol do título.

    A partir daí, o Atlético criou chances para aumentar o marcador. O Botafogo, completamente dominado, apelou, e o lateral Mura e o volante Carlos Alberto foram expulsos de campo.

    Após o jogo, o mestre Telê Santana, um dos grandes heróis da conquista, demonstrava toda sua simplicidade e seriedade: “Tudo que vocês quiserem dizer, digam aos jogadores. Eles são os verdadeiros heróis desta campanha, pelo amor à camisa, pela garra e principalmente pela disciplina. Não tivemos nenhum jogador expulso de campo durante todo o Campeonato Nacional”.

    Quando o capitão Oldair ergueu a taça, estava escrito o mais emocionante e importante capítulo da história atleticana, marcada desde então no peito de jogadores e torcedores na forma de uma estrela amarela.

    (revista CLUBE ATLÉTICO MINEIRO – O Primeiro Campeão Brasileiro – 30 Anos. Diretoria do Clube Atlético Mineiro. Belo Horizonte, 2001, p. 16)

     

    PLACAR FINAL: BOTAFOGO 0x1 ATLÉTICO

     

    Clique no link abaixo e veja Dario parando no ar, como beija-flor e helicóptero, para fazer o gol da vitória do título nacional para o GALO!

     

    http://www.youtube.com/watch?v=rDq3lba1SEU

     

    Matéria especial do Globo Esporte sobre o título:

     

    http://www.youtube.com/watch?v=8NASEHIQXvg&feature=related

     

    FICHA COMPLETA DA PARTIDA:

    Local: Maracanã

    Árbitro: Armando Marques

    Público pagante: 46.458 torcedores

    Renda: Cr$294.420,00 (duzentos e noventa e quatro mil quatrocentos e vinte cruzeiros).

    Gol: Dario, aos 16 minutos do segundo tempo.

    Cartão vermelho: Carlos Roberto (40’/2.º tempo) e Mura (42’/2.º tempo).

    ATLÉTICO: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei Paiva e Humberto Ramos; Ronaldo, Dario, Lola (Spencer) e Tião. Técnico: Telê Santana.

    Botafogo: Wendell, Mura, Djalma Dias, Queirós e Valtencir; Carlos Roberto e Marco Aurélio (Didinho); Zequinha, Jairzinho, Careca (Tuca) e Nei Oliveira. Técnico: Paraguaio.

     

     

    Renato; Humberto, Grapete, Vantuir e Oldair; Wanderley e Humberto Ramos; Ronaldo, Dario, Lola e Tião. Foi com esse time que o Atlético entrou em campo naquele domingo para enfrentar o Botafogo. Vários outros heróis tiveram importância vital na conquista. Romeu Evangelista, titular da ponta-esquerda em quase todo o campeonato, deu lugar a Tião no último jogo. Spencer, outro que jogou a maioria das partidas, acabou entrando apenas no segundo tempo da final, no lugar de Lola – que retornara ao time justamente nesse dia, após haver sofrido uma contusão séria contra o Santos, na primeira fase do torneio.

    Normandes, Zé Maria e Cincunegui jogaram algumas vezes. Beto, Guará – herdeiro do apelido do craque iluminado dos anos 30 –,  Salvador, Ângelo, Bibi – filho do grande Didi, das seleções de 1058 e 1962 – e Ismael também atuaram. Jesus Carlos da Silva, o Careca (goleiro  titular na conquista do campeonato mineiro de 1970),ficou no banco em todas as partidas do brasileiro. Telê Santana era o técnico. Léo Coutinho, o supervisor. Roberto Bastos (filho de Kafunga), o preparador físico. Haroldo Lopes da Costa, o médico. Neri Campos, o diretor de futebol. Fábio Fonseca, o vice-presidente. Nelson Campos, o presidente. Gregório da Silva Santos era o massagista, e Walter Lopes, roupeiro.

    (GALUPPO, Ricardo. Raça e Amor. São Paulo, 2003, DBA Dórea Books and Art, pp. 128-9)

     

     

    CAMPEÃO DO BRASIL

    Antes do final, teve gente que disse que o Galo era "imaturo". Mas o time fez o que bem entendeu: não recuou, obrigou o Botafogo a brigar ali pelo meio-de-campo e soube ir à vitória quando teve a grande oportunidade. Para Telê, o maior foi Humberto Ramos; para a torcida, Dario - e o gol; para quem estava julgando, o Galo, um time forte, seguro, que sabe perfeitamente o que fazer a cada jogo, disputando o Nacional na mesma batida, do começo até o grande domingo em que se sagrou campeão do Brasil sem discussão

    O Atlético, mineiramente, dividiu o fubá: um pouco para a época da colheita, outro bocado para o tempo das vacas magras. Ele foi assim ao vencer o Botafogo, no Maracanã, conquistando o título de campeão nacional. Até o gol, sua torcida (20.000 pessoas vieram de Minas) trabalhou em silêncio. Depois explodiu: "Ga-lô!" Era só o que se ouvia, enquanto, cautelosamente, o time trocava passes, vez por outra procurando o gol do Botafogo para mostrar que estava bem vivo. O Atlético da vitória sobre o Botafogo foi bastante diferente do time explosivo - embora bem estruturado - de muitos outros jogos. Se a vitória não lhe sorrisse, ele se daria por satisfeito com o empate. Por isso, mudou sua estratégia de jogo.

    UM TÉCNICO CALMO

    Antes do jogo, Telê dissera a um amigo que seu time trocaria passes entre as duas intermediárias, tentando atrair o Botafogo para aquela faixa. E foi entre as duas linhas que Vanderlei, Humberto Ramos, Ronaldo, Oldair, Lola (depois Spencer) e Tião rolaram a bola, num jogo torturante para a torcida mineira - que desejava a vitória a qualquer custo -, mas altamente compensador para os planos de Telê. Nem mesmo os cochilos da defesa, algumas vezes envolvida pelo admirável talento de Jairzinho, chegaram a perturbar os planos do Atlético. Marcado o gol, aí sim, o bloco intermediário ajustou-se à realidade: caiu na defesa e deixou Dario sozinho lá na frente:

    - Mesmo só, levei vantagem. Mostrei que sou o grande artilheiro. - Se Dario foi eleito por alguns comentaristas para ganhar os prêmios, Telê reservou seu primeiro abraço para Humberto Ramos, melhor jogador do Atlético e autor intelectual do gol.

    UM HOMEM ALEGRE

    - Hoje sou um homem realizado. Fui campeão infanto-juvenil, juvenil e de profissionais pelo Fluminense. Campeão mineiro e nacional pelo Atlético. (Telê)

    - Telê deveria ser o técnico da Seleção. Seríamos campeões mundiais novamente. (Neri Campos, diretor de futebol do Atlético)

    Nas cadeiras especiais, andando com dificuldade, um homem não era notado pelos torcedores:

    - Eu poderia estar ali. Fazendo gols, ganhando este título. Vou abraçar meus ex-companheiros e meu amigo Telê. Antes e acima de tudo, sou torcedor do Atlético. (Vaguinho)

    Na cabina de uma televisão, um terceiro interessado no jogo via, melancolicamente, diluirem-se suas esperanças de conquista do título do Nacional. Era Poy, que comentou o jogo.

    - Não foi uma grande partida. Lamento que o Botafogo não tenha tido forças para vencer o Atlético.

    Para os dirigentes do Botafogo, o título ficou em boas mãos. Eles preferiam desencadear suas frustrações sobre Armando Marques. O técnico Paraguaio falou pouco e certo:

    - Ganhou o time mais homogêneo do Nacional.

    Nas arquibancadas, a torcida do Botafogo saía humildemente - tinha sabido perder com honra. Mas, do lado esquerdo da Tribuna de Honra, enquanto Oldair erguia com dificuldade a pesada e valiosa Taça de Prata, uma torcida ruidosa, ajudada por bandeiras do Flamengo, Fluminense e Vasco, não parava de gritar.

    Tinha dado Galo na cabeça.

    (matéria de Teixeira Heizer para a revista Placar)


     


     



    Escrito por PLINS às 19h12
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    ÚLTIMA NOTÍCIA BOA DO BLOG

    2011 U17 Future Champions Belo Horizonte Final Day

    Belo Horizonte, Brazil, Sunday, 18th December 2011 – Orlando Pirates FC grabbed the seventh place position after their defeat of Italian giants Juventus on the final day of the Future Champions Belo Horizonte in Brazil yesterday, Saturday, 17th December.

    The Buccaneers won the game 1 – 0.

    In the title decider of the evening, Atletico Mineiro once again lifted the trophy as winners of the 2011 Future Champions Belo Horizonte.  The two-time champions came from behind to level the match 3-all, followed by a dramatic 6 – 5 penalty  shoot-out with Cruzeiro EC.

    Atletico Mineiro, as the top placed Brazilian club and tournament winners, will now represent Brazil at the Future Champions Gauteng competition that will be played in March of next year.

    The third place spot went to Chile’s Colo Colo after a 3 – 2 penalty win over Uruguay’s Club Nacional, while Brazil’s Corinthians ended in fifth place after a 3 – 2 victory over CR Flamengo. Vissel Kobe finished the tournament in ninth position, winning 2 – 1 against Manchester United.

    Final Day Results:

    Ninth Place Playoff — Manchester United 1 vs Vissel Kobe 2
    Seventh Place Playoff — Juventus 0 vs Orlando Pirates 1
    Fifth Place Playoff — Corinthians 3 vs CR Flamengo 2
    Third Place Playoff — Colo Colo 0 vs Club Nacional 0 (Colo Colo won 3 – 2 on penalties)
    Final – Atletico Mineiro 3 vs Cruzeiro EC 3 (Atletico won 6 – 5 on penalties)

    Final Standings:

    1st place – Atletico Mineiro
    2nd place – Cruzeiro EC
    3rd place – Colo Colo
    4th place – Club Nacional
    5th place – Corinthians
    6th place – CR Flamengo
    7th place – Orlando Pirates FC
    8th place – Juventus
    9th place – Vissel Kobe
    10th place – Manchester United

     

    http://www.future-champions.net/uncategorized/2011-u17-future-champions-belo-horizonte-final-day/



    Escrito por PLINS às 18h46
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    SUPERBOLÃO

    RESULTADO FINAL DO SUPERBOLÃO 2011

    A regularidade falou mais alto: Jorge Luiz é o Campeão do Superbolão!

    Renato Alexandre foi campeão de dois bolões, eu e o Albino Júnior fomos campeões de um bolão, mas na soma dos pontos dos quatro bolões organizados pelo blog - Campeonato Mineiro (MG), Copa do Brasil (CB), Brasileirão (BR) e Copa Sul-Americana (CS) - o Jorge Luiz ficou à frente e vai ganhar o prêmio, um dos artigos da Loja do GALO.

    Poucos participantes disputaram os quatro bolões - teria sido mais interessante se os mais de 40 apostadores do bolão do Campeonato Mineiro seguissem nas demais disputas -, e a falta de pontuação em um dos bolões foi decisiva. Eu alertei durante todo o ano que era importante participar de todos os bolões, que não era prudente abandonar uma disputa apenas por estar mal em determinada competição.

    Jorge Luiz, além de outros participantes, participou ativamente dos quatro bolões e foi feliz. 

    Parabéns, Jorge! Peço que você comente esta mensagem enviando seu endereço completo para a remessa do prêmio (o comentário não será publicado).

    Parabéns a todos os participantes pelo espírito esportivo!

     



    Escrito por PLINS às 18h44
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    NÚMEROS FINAIS DO BOLÃO DA SUL-AMERICANA

    BOLÃO DA COPA SUL-AMERICANA 2011

     

    Apostadores que pontuaram na 18.ª semana

    Paulo Lins e Paulo Santos: 112 pontos (16% do total)

     

    Melhores apostadores da 19.ª semana

    1.º Renato Alexandre: 725 pontos (100% do total)

    2.º Carlos Magno, Gilberto Couto e Paulo Santos: 348 (48%)

     

     

    Ranking

    CAMPEÃO: Paulo Lins: 12.116 pontos (14.º no Top 100 Bolão Vip)

    Vice: Gilberto Couto: 11.746 (24.º no Top 100 Bolão Vip)

    3.º Jorge Luiz: 11.329 (41.º no Top 100 Bolão Vip)

    4.º Renato Alexandre: 10.674 (76.º no Top 100 Bolão Vip)

    5.º Paulo Santos: 9.395

    6.º Carlos Magno: 9.049

    7.º Nelson Roberto: 8.550

    8.º Wallace Siqueira: 7.860

    9.º Fábio Luiz: 716



    Escrito por PLINS às 18h26
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    MÚSICA DO DIA (E DOS PRÓXIMOS TRÊS ANOS)

    Apesar de você 
    Chico Buarque/1970

     

    Hoje você é quem manda
    Falou, tá falado
    Não tem discussão
    A minha gente hoje anda
    Falando de lado
    E olhando pro chão, viu
    Você que inventou esse estado
    E inventou de inventar
    Toda a escuridão
    Você que inventou o pecado
    Esqueceu-se de inventar
    O perdão

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Eu pergunto a você
    Onde vai se esconder
    Da enorme euforia
    Como vai proibir
    Quando o galo insistir
    Em cantar
    Água nova brotando
    E a gente se amando
    Sem parar

    Quando chegar o momento
    Esse meu sofrimento
    Vou cobrar com juros, juro
    Todo esse amor reprimido
    Esse grito contido
    Este samba no escuro
    Você que inventou a tristeza
    Ora, tenha a fineza
    De desinventar
    Você vai pagar e é dobrado
    Cada lágrima rolada
    Nesse meu penar

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Inda pago pra ver
    O jardim florescer
    Qual você não queria
    Você vai se amargar
    Vendo o dia raiar
    Sem lhe pedir licença
    E eu vou morrer de rir
    Que esse dia há de vir
    Antes do que você pensa

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Você vai ter que ver
    A manhã renascer
    E esbanjar poesia
    Como vai se explicar
    Vendo o céu clarear
    De repente, impunemente
    Como vai abafar
    Nosso coro a cantar
    Na sua frente

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Você vai se dar mal
    Etc. e tal 


    1970 © Marola Edições Musicais



    Escrito por PLINS às 09h00
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    FORA, ALEXANDRE KALIL!



    Escrito por PLINS às 00h00
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    A HISTÓRIA DO PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO (continuação)

    Continuando com a história do surgimento da primeira torcida organizada do GALO, os Dragões da FAO, mais um trecho do livro RAÇA E AMOR, de Ricardo Galuppo (São Paulo, 2003, DBA Dórea Books and Art, pp. 125-7):

     

    Depois de aparecerem pela primeira vez na vitória sobre a Portuguesa de Desportos (capítulo 16, 23 de outubro) e voltarem já uniformizados na vitória sobre o Internacional (capítulo 17, 31 de outubro)...

    ... Dali em diante, estiveram presentes em todos os jogos do Galo. Estavam firmes no Mineirão, na fase final do torneio, dia em que o Atlético precisou suar a camisa para furar a retranca do São Paulo e vencer por 1 a 0. O jogo abriu o caminho para a conquista do título e foi a melhor partida da vida do lateral-esquerdo Oldair Barchi. O capitão do alvinegro fez tudo o que um craque superior deve fazer em campo. Um contra-ataque do São Paulo pegou a zaga desguarnecida e encontrou Oldair sob o travessão – pronto para cortar a bola já em cima da linha de gol. No lance seguinte, lá estava ele, no ataque, disparando contra o gol adversário. Estava em todos os lugares.

    Aos trinta do segundo tempo, Dario foi derrubado a dois palmos da meia-lua. Falta. Os jogadores do São Paulo, liderados pelo meia-esquerda Gérson, protestaram com a nítida intenção de retardar a cobrança. No bolo, Oldair encarou o são-paulino. Em tempo: havia uma rivalidade particular entre os dois. Gérson e Oldair eram, ao lado de Roberto Rivelino, então no Corinthians, donos dos chutes mais potentes do futebol brasileiro.

    Enquanto a barreira do São Paulo, com Gérson bem no meio, se formava, os Dragões da FAO viam tudo da arquibancada. “Gente, vamos dar as mãos que o gol vai sair agora”, disse Baracat a seus amigos. Oldair tomou distância, correu e disparou uma bomba em direção a Gérson. O são-paulino se abaixou, e a bola passou exatamente por onde ele estava. A rede estufou, e a torcida começou a vibrar.

    Minutos depois, Renato Cunha Vale, o goleiro atleticano, impediu um gol de Gérson e evitou a tragédia. Mandou para escanteio um chute violento, da linha da pequena área. Foi a defesa mais espetacular já praticada no Brasil desde que, no ano de 1894, Charles Miller chegou a São Paulo com duas bolas de futebol. Dali a pouco, o árbitro Armando Marques decretou o fim do jogo. Festa no Mineirão.



    Escrito por PLINS às 19h46
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    A HISTÓRIA DO PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO (continuação)

    O MESTRE

     

    Telê, o equilíbrio

    Telê chegou ao Atlético como a bonança que vem depois da tempestade. Iustrich havia deixado o ambiente irrespirável, os jogadores com a maior bronca da figura do técnico. Mas Telê, com sua simplicidade, cativou-os.

    - Eu lhes dei liberdade. Afinal, são todos homens, alguns casados.

    A liberdade foi bem aproveitada. O time se uniu dentro e fora do campo. Os que pensam em sair do sério são advertidos pelos próprios companheiros. Houve um caso ou outro de indisciplina, mas Telê contornou-os em benefício não de um estéril princípio de autoridade, mas da unidade do time.

    - Tive alguns desentendimentos com o homem, mas a culpa foi minha. (Cincunegui)

    - Se eu não tivesse paciência, o Dario teria sido negociado. (Telê)

    - Não íamos ficar bem se o homem saísse. Eu o conheço há muito tempo; era bom companheiro quando jogava e agora é grande amigo como técnico. (Oldair)

    Um montão de gente estava querendo tirar Telê do Atlético: Flamengo, São Paulo, Internacional, Fluminense. Sentindo que Telê tinha mesmo vontade de voltar para o Rio (embora seja mineiro de Itabirito, nascido a 26 de junho de 1931), a diretoria do Atlético se apressou e fez uma proposta irrecusável para a renovação do compromisso que terminava a 31 de dezembro. E Telê não recusou mesmo: vai ficar mais um ano no Galo.

    Agora, Telê é o técnico mais bem pago do Brasil, graças a uma carreira ainda curta mas brilhante, na qual não tenta impor, como outros técnicos, o estilo que o consagrou como jogador (ponta-direita recuado, no tempo da famosa retranca de Zezé Moreira, no Fluminense).

    Sua carreira, no banco, começou em 1967, quando dirigiu os infanto-juvenis do Flu. Foi campeão. Em 1969, pegou o primeiro time. Foi campeão. E ainda levou a Taça Guanabara. Aí a diretoria do Fluminense achou que era demais. Mandou-o embora. Sorte a do Atlético. Foi campeão em 1970, depois de longa hegemonia do Cruzeiro. Aliás, em dez jogos contra o Cruzeiro, Telê ganhou cinco e empatou cinco. Só isso o consagraria em Minas.

     

     

    fonte:

    REVISTA PLACAR, São Paulo/SP, Editora Abril, edição n.º 92, 17/12/1971.

     



    Escrito por PLINS às 09h36
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    A HISTÓRIA DO PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO

    HÁ 40 ANOS - CAPÍTULO 26

    No dia 12 de dezembro 1971, começava a fase final do primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol, um triangular em turno único, em que o time de melhor campanha, o GALO de Telê Santana, decidiria o título fora de casa, no Maracanã, contra o Botafogo de Jairzinho.

    Mas o primeiro adversário era o São Paulo de Gérson, que, depois de uma primeira fase apenas razoável, na semifinal passou fácil por Corinthians, Cruzeiro e América Carioca, garantindo sua vaga com uma rodada de antecedência.

    A partida foi disputada no Mineirão, que recebeu grande público: 53. 903 torcedores pagantes, que proporcionaram uma renda de Cr$304.276,00 (trezentos e quatro mil duzentos e setenta e seis cruzeiros).

     

    A história do jogo, numa reportagem de Arthur Ferreira para a revista Placar.

     

    GALO ARRANCA PARA A DECISÃO

    O São Paulo cercou Dario. Mas o Atlético tinha uma outra arma: o chute de Oldair, uma faca na barreira paulista

     

    Foi um primeiro tempo sofrido para a torcida do Atlético, com o São Paulo enrolando a bola. Mas quando Oldair deu uma bomba e desencantou a mágica de Sérgio, foi um grito só: Galô!

    O time do São Paulo trouxe uma maneira de jogar – e conseguiu tudo o que queria no primeiro tempo. Parou o Atlético, esfriou o ímpeto do adversário e o entusiasmo de sua torcida. O jogo começou como todos previam: com o Atlético atacando em massa. A torcida gritava nas arquibancadas, prenunciando mais uma vitória conseguida nos primeiros 45 minutos.

    Nos primeiros minutos, o Atlético deu a impressão de que chegaria lá. Mas, com dez minutos de jogo, dava pra sentir que o São Paulo estava impondo sua tática, esfriando aqui, tocando a bola ali, sem pressa de chegar a coisa alguma, como se o empate de 0 a 0 já lhe bastasse. Na altura dos 20 minutos, o Atlético entrou no jogo do São Paulo: trocava passes no meio-campo, centrava sobre o gol, tentava chutes da intermediária. O São Paulo, fechado na defesa, não permitia lançamentos para Dario. Não surgiu nenhum gol no primeiro tempo, mas o São Paulo vencia o jogo, pois era o time que conseguia impor seu padrão de jogo.

    No intervalo, Telê começou a mudar tudo a partir da substituição de Beto por Spencer, um homem veloz, que gosta de driblar no sentido do gol. Aí o São Paulo passou a enfrentar maiores problemas, já não tinha que se preocupar apenas com Dario. Não satisfeito, Telê fez outra modificação: Tião no lugar de Romeu. O novo ponteiro entrou com ordens de explorar sua velocidade e tentar chegar à linha de fundo ou então procurar centrar com mais perfeição do que o Atlético tinha feito até então.

    O time mineiro cresceu, passou a pressionar o São Paulo, que já não era capaz de trocar passes desde a sua área – muitas vezes o recurso era o chutão para frente. Então aconteceu: o Atlético atacou pelo meio, Samuel brecou Spencer com uma falta, quase em cima da risca da área, dentro da meia-lua. Tião fingiu cobrar e passou sobre a bola. Oldair partiu e chutou forte, abrindo a barreira do São Paulo. Sérgio ainda saltou, por puro desencargo de consciência. Atlético 1 a 0.

    Foi a vez de Poy tentar mudar: Everaldo entrou no lugar de Édson. Mas era tarde. Virar um jogo contra o Atlético dentro do Mineirão, só por milagre.

    Quando Armando Marques apitou o fim do jogo, os atleticanos começaram a pensar na decisão do título, contra o Botafogo:

    - Vamos torcer  pelo São Paulo, contra o Botafogo. Assim poderemos ganhar o título com um simples empate no Maracanã.

    Fábio Fonseca, presidente do clube, estava muito otimista. Telê, o homem que desarmou a tática do São Paulo, pedia poucas comemorações pela vitória:

    - Vamos pensar no próximo jogo. É só mais uma semana de sacrifícios. Precisamos descansar.

     

    PLACAR FINAL: ATLÉTICO 1x0 SÃO PAULO

     

    Clique no link abaixo e veja o gol de Oldair Barchi, aos 30 minutos do segundo tempo. Perceba que Gérson se abaixa na barreira, e Oldair coloca a bola justamente naquele espaço vazio, coisa de gênio!

    Não me canso de ver esta cobrança de falta, e ainda me arrepio ao ouvir o grito da massa.

     

    http://www.youtube.com/watch?v=RF0r9o7JOvE

     

     

    ATLÉTICO: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei Paiva e Humberto Ramos; Ronaldo, Dario, Beto (Spencer) e Romeu (Tião). Técnico: Telê Santana.

    São Paulo: Sérgio, Forlan, Samuel, Arlindo e Gilberto; Teodoro, Édson Cegonha (Everaldo) e Gérson; Terto, Toninho Guerreiro e Paraná. Técnico: José Poy.

     

     

     

    fontes:

    O CANTO DO GALO

    http://100anosgalo.blogspot.com/

    ENCICLOPÉDIA GALO DIGITAL

    http://www.galodigital.com.br/enciclopedia/Campeonato_Brasileiro_1971

    FUTPÉDIA

    http://futpedia.globo.com/

    REVISTA PLACAR, São Paulo/SP, Editora Abril, edição n.º 92, 17/12/1971.

     



    Escrito por PLINS às 09h16
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    A HISTÓRIA DO PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO (CONTINUAÇÃO)

    O que se podia esperar dos três finalistas? A revista Placar tentou desvendar:

     

    OS TRÊS GRANDES

    SÃO PAULO, ATLÉTICO E BOTAFOGO. POR QUE FORAM ELES?

    Eram vinte planos, vinte maneiras de se encarar o Campeonato Nacional, de se encarar o futebol. Qual provará ser a mais eficiente?

    Atranquilidade e o silêncio do São Paulo, capaz de absorver suas eventuais crises?

    O tumulto do Botafogo, com papagaios voando, gente suspensa, gente machucada, correndo atrás e chegando junto?

    Ou o ritmo seguro e crescente do Atlético?

     

    BOTAFOGO, A VIRADA

    Quando o time parecia um ninho de cobras, entregou o ouro no final. Foi assim no Campeonato Carioca e na Taça Guanabara. Agora, que ninguém acreditava nele, deu uma virada de raça e está aí, nas finalíssimas.....

    SÃO PAULO, A CALMA

    Não espere ver no São Paulo um time alegre, partindo para o ataque. Ele vai ser o mesmo, tranqüilo na defesa, defendendo-se antes de atacar. As promessas de contratações foram transferidas para o próximo ano se Deus quiser.....

     

    ATLÉTICO, A FORÇA – O Galo é aquele time que o adversário olha e já fica com medo. Não é invencível, mas está sempre na briga

    O clube mais popular de Minas teve a campanha mais regular do Nacional. Muito pouca gente pôde comemorar uma vitória sobre este time que alegra a vista até dos torcedores mais exigentes.

    Alguns jogadores experientes, para dar equilíbrio ao time; banco numeroso com jogadores novos, para dar garra; trabalho de equipe com divisão de responsabilidade, para dar organização; bicho progressivo, para dar estímulo – estes são os itens que Telê considera fundamentais para o Atlético chegar onde está.

    O presidente Nelson Campos garante que o plano de trabalho só deu certo porque o Atlético soube vencer suas dívidas e a inflação criada pelo Cruzeiro em Minas, além de contratar profissionais de gabarito.

    Júlio, o chefe da torcida, diz que tudo foi bem foi porque o Atlético (como sempre) teve o apoio da massa, que é um caso muito sério com seu grito de guerra: “Galô!” Técnico e presidente concordam que sem a torcida, e seu dinheiro, nada seria possível.

    Por tudo isso, o Atlético chegou às finais do Campeonato Nacional com a melhor campanha de todos os vinte clubes inscritos. E isso tudo continua influindo agora, na decisão. Com uma vantagem: o bicho aumentou.

    SEMPRE O MESMO

    - Não vejo motivos para modificações na escalação e no estilo de jogo do Atlético, a não ser que aconteça alguma contusão. Vamos até o fim como iniciamos o Nacional. (Telê)

    O Atlético é um time com muita garra, de defesa bem armada, onde os laterais sabem apoiar e às vezes se transformam em pontas de verdade. No meio-campo, Vanderlei joga à frente dos beques, mas com uma vantagem sobre os outros médios de apoio: quando o time tem a bola, ele se manda para o ataque com decisão (segundo as estatísticas do departamento técnico do Atlético, Vanderlei chutou 23 bolas a gol no Nacional, acertando seis na trave). O meia-armador é Humberto Ramos, uma das grandes revelações do time.

    - O  Atlético é  um time agressivo, que só recua às vezes como estratégia momentânea.

    NA OFENSIVA

    Por ser um time agressivo, o Atlético tem o ataque mais positivo e Dario é o artilheiro do Nacional. Para Telê, o mais importante nesta capacidade ofensiva é o bom futebol de Ronaldo, o ponta-direita que entrou no time com a responsabilidade de substituir Vaguinho, ídolo da torcida que, sob protestos, foi  vendido ao Corinthians (Telê tinha tanta confiança nele que recusou a compra de Buião e/ou Natal).

    Outro problema que o Atlético enfrentou e venceu foi a contusão de Lola, que quebrou a perna no jogo com o Santos, ainda na fase de classificação. A falta do ponta-de-lança de drible fácil fez Telê mudar o sistema do time, que passou a jogar em profundidade para Dario, já que Spencer e Laci não têm as mesmas características ofensivas de Lola.

    Uma jogada típica de ataque do Atlético – segundo o técnico – é a seguinte: Humberto Monteiro (o beque) sai de sua posição em direção ao gol, pela direita; Ronaldo cai pelo meio e Romeu, o ponta-esquerda, também fecha para a área, oferecendo espaço  para que Dario entre pela esquerda, de frente  para o cruzamento que Humberto fará lá da direita. Tem dado certo, e por isso Humberto Monteiro é um beque que avança muito mais do que Oldair, o outro lateral. Este, embora chute muito  bem, fica mais plantado, pois Telê considera que sua experiência é muito útil para tranqüilizar a defesa, composta ainda pelo excelente Vantuir, de quarto-zagueiro, e por Grapete (titular) ou Normandes (reserva) de beque-central.

    Se o time joga bem em campo, o clube também funciona com a maior eficiência. Ninguém se mete no setor de ninguém e todo mundo produz. O departamento médico está nas mãos de Abdo Arges (chefe), Haroldo Lopes da Costa e Roberto Carlos. Salvo a contusão de Laci, que operou o joelho, e a fratura de Lola, não teve muito trabalho.

    - Acho que a sorte nos ajudou muito. (Haroldo)

    Sensacional é o departamento técnico. Se a diretoria ou Telê quer saber quem apitou o jogo Grêmio e Ceará, se o juiz foi bem, quem fez os gols, se o goleiro cercou um frango, se o bandeirinha não deu um impedimento, as características de um atacante ou um zagueiro, basta pedir a Fernando Alves, o chefe. Ele acompanha a vida de todos os times brasileiros, através de jornais, revistas ou rádio. Antes de cada jogo do Atlético, Telê recebe um relatório completo sobre o adversário. Até as modificações da legislação esportiva e o trabalho burocrático das confederações e federações constam do relatório.

    - Neste campo, ninguém passa o Atlético para trás. (Fernando Alves)

    O departamento de Relações Públicas está afinadíssimo sob a chefia de Lúcia Helena. O Cruzeiro, com Tostão, Piazza, Dirceu Lopes, estava matando o prestígio do Atlético fora de Minas. O Atlético, então, aumentou para Cr$12.000,00 a verba de relações públicas, para dar assistência completa à imprensa. E dá mesmo.

    Claro, isto tudo não valeria nada se o departamento de futebol profissional não andasse na linha. Telê, aí, conta com a ajuda de Roberto Bastos e Leo Coutinho (preparação física), Gregório (massagista), Otacílio (enfermeiro) e Válter (roupeiro), tudo  funcionando sob a  direção de  Fábio Fonseca (vice-presidente de futebol) e Neri Campos (diretor de futebol), além de Virgílio  Batista e José Cabral, vices de administração que chefiaram a delegação em outros estados.

    GRANDES BICHOS

    Para Fábio Fonseca, os altos bichos foram os catalisadores de todo o trabalho de organização, dando motivação aos jogadores. O Atlético, na classificação, começou pagando  Cr$400,00 por vitória, aumentando Cr$100,00 por jogo vencido; uma derrota levava o bicho à quantia original. Nas semifinais o bicho passou para Cr$1.000,00, em jogos no Mineirão, e Cr$1.500,00 fora de casa. Mas nas partidas contra o Santos e o Internacional, a diretoria, entusiasmada, decidiu  aumentar o prêmio para Cr$1.500,00 e Cr$2.000,00. Esse bicho será mantido  nas finais, mas com a promessa de um polpudo extra se o time conquistar o título de campeão brasileiro.

    Reportagem: Arthur Ferreira.

    REVISTA PLACAR, São Paulo/SP, Editora Abril, edição n.º 92, 17/12/1971.



    Escrito por PLINS às 22h36
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    A HISTÓRIA DO PRIMEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO

    HÁ 40 ANOS - CAPÍTULO 25

    No dia 9 de dezembro 1971, no Mineirão, o GALO de Telê Santana jogou pela sexta e última rodada da fase semifinal do primeiro Campeonato Brasileiro de futebol. O adversário era o Internacional de Porto Alegre, que precisava vencer por quatro gols de diferença para tomar do GALO o primeiro lugar do grupo “B” e, consequentemente, disputar a fase final.

     

    O Mineirão não recebeu o público que se esperava: 28.773 torcedores pagantes. A renda foi de Cr$164.386,00 (cento e sessenta e quatro mil trezentos e oitenta e  seis cruzeiros). Estaria a maior parte da massa atleticana reservando seu dinheiro para os dois jogos que valeriam o título?

     

    Com a grande vantagem de poder ser derrotado até por três gols, o GALO não se arriscou: sofreu o gol de Arlem, aos 24 minutos do primeiro tempo, mas conseguiu segurar o Inter e garantir o primeiro lugar do grupo, com 4 gols de saldo, enquanto o Colorado, com a mesma pontuação, terminou com saldo zero.

     

    PLACAR FINAL: ATLÉTICO 0x1 INTERNACIONAL

     

    O GALO jogou com: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei Paiva e Humberto Ramos; Ronaldo, Dario, Beto (Spencer) e Guará.

     

    Demais resultados da 4.ª rodada

    Grupo A

    Corinthians 2x0 Cruzeiro

    São Paulo 1x1 América Carioca

    Grupo B

    Santos 4x0 Vasco da Gama

    Grupo C

    Botafogo 3x0 Coritiba

    Grêmio 0x0 Palmeiras

     

    Classificação final dos Grupos

    A – 1.º São Paulo – 9 pontos ganhos; 2.º Corinthians, América Carioca e Cruzeiro – 5.

     

    B – 1.º Atlético e Internacional – 7 pontos ganhos; 3.º Santos – 6; 4.º Vasco da Gama– 4.

     

    C – 1.º Botafogo – 8 pontos ganhos; 2.º Grêmio e Palmeiras – 6; 4.º Coritiba – 4.

     

    Classificados para a fase final: São Paulo, Atlético e Botafogo.

    fontes:

    BOLA NA ÁREA

    http://www.bolanaarea.com/brasileirao_1971.htm

    O CANTO DO GALO

    http://100anosgalo.blogspot.com/

    ENCICLOPÉDIA GALO DIGITAL

    http://www.galodigital.com.br/enciclopedia/Campeonato_Brasileiro_1971

    FUTPÉDIA

    http://futpedia.globo.com/

    REVISTA PLACAR, São Paulo/SP, Editora Abril, edição n.º 92, 17/12/1971.

    REVISTA PLACAR, São Paulo/SP, Editora Abril, edição n.º 1118B, Agosto de 1996.

     

     

     



    Escrito por PLINS às 22h08
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    NÚMEROS FINAIS DO BOLÃO DO BRASILEIRÃO

    BOLÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2011

     

    Melhores apostadores da 38.ª rodada

    1.º Albino Júnior: 3.952 pontos (42% do total)

    2.º Jorge Luiz: 3.306 (35%)

    3.º Paulo Lins: 3.078 (32%)

     

     

    Ranking

    CAMPEÃO: Albino Júnior: 73.043 pontos

    VICE: Wallace Siqueira: 71.268

    3.º Jorge Luiz: 70.327

    4.º Mário Barros: 66.376

    5.º Vavá "Reage Galo": 65.387

    6.º Paulo Santos: 64.173

    7.º Paulo Lins: 63.564

    8.º Marcos Lins: 63.448

    9.º Gilberto Couto: 62.117

    10.º Renato Alexandre: 61.379

    11.º Carlos Magno: 60.337

    12.º Nelson Roberto: 58.421

    13.º Fábio Luiz: 14.387

    14.º Fábio Fantini: 5.718

     

    Campeão do Top 100 do Bolão Vip: 86.209 pontos

    100.º: 80.434 pontos

     

     

    Zebra da rodada

    C*uzeiro 6x1 C.A.Marmelada – 684 pontos concedidos

     

    Barbada da rodada

    Internacional 1x0 Grêmio – 6.080 pontos concedidos

     

    Placar mais fácil

    Vasco 1x1 Flamengo – 3 palpites exatos

           

    Placares mais difíceis

    Atlético/GO 5x1 América, C*uzeiro 6x1 C.A.Marmelada e São Paulo 4x1 Santos – nenhum palpite exato

     

     

    COMENTÁRIO: Parabéns, Albino, pela conquista do título, e também aos demais participantes por mais essa disputa emocionante.



    Escrito por PLINS às 10h56
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    BAÚ DO ESPORTE

    ESTA É DO TEMPO EM QUE OS JOGADORES DO GALO TINHAM DIGNIDADE!

    Em 1994, Atlético vence o Corinthians por 3 a 2 pelo Campeonato Brasileiro

    http://globoesporte.globo.com/videos/bau-do-esporte/v/bau/1717621/

     

    É UM DOS GRANDES MOMENTOS QUE EU VIVI NO MINEIRÃO, UMA NOITE DE ARREPIAR!

    PENA O REINALDO NÃO TER SIDO O GRANDE JOGADOR QUE TODOS NÓS IMAGINÁVAMOS. ELE CHEGOU A DEIXAR O RONALDO FENÔMENO NA RESERVA EM UMA SELEÇÃO BRASILEIRA DE BASE.



    Escrito por PLINS às 18h12
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    C*UZEIRO DA FRANÇA x GALO DA CROÁCIA

    UAI, TEM PERRELLA, ALEXANDRE KALIL E BMG TAMBÉM NA EUROPA???!!!

    IMAGEM COLOCA SOB SUSPEITA GOLEADA DO LYON EM ZAGREB. AJAX RECLAMA

    ‘Os gols do Lyon foram muito, muito fáceis’, diz de Boer, técnico do time holandês. Agência francesa de apostas está investigando o jogo

    Por GLOBOESPORTE.COMZagreb, Croácia

    A goleada de 7 a 1 do Lyon sobre o Dínamo de Zagreb, na última quarta-feira e que garantiu uma vaga ao time francês nas oitavas de final de Liga dos Campeões, está sob suspeita. O jornal “Marca” publicou uma foto na qual Vida, atleta da equipe croata, encara o atacante Gomis após o quinto gol com um semblante de quem estaria cumprimentado o rival pelo feito.

    Frank de Boer, técnico do Ajax - time que antes da última rodada do Grupo D estava na segunda colocação com uma vantagem de sete gols no saldo sobre o Lyon -, pediu averiguação do caso.

    - A Uefa deveria investigar o sucedido em Zagreb. Os gols do Lyon foram muito, muito fáceis. Com dez jogadores também dá para se jogar bem - disse o treinador, deixando transparecer que a derrota do Dínamo (assista aos gols no vídeo abaixo) foi exagerada, mesmo com a expulsão de Leko no primeiro tempo, prejudicando o time croata.

    Agência francesa investiga o jogo

    A Uefa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Por outro lado, a agência francesa de regulamentação de apostas on-line (Arjel) anunciou nesta quinta-feira que está realizando "verificações" sobre a partida. O organismo, responsável por cuidar da lisura de apostas feitas pela internet, "está executando verificações e os resultados serão divulgados à tarde", informou um porta-voz da Arjel.

    Ele disse que este é um procedimento de rotina que acontece após "resultados atípicos".

    A DIFERENÇA É QUE, EM PAÍSES DESENVOLVIDOS, HÁ INVESTIGAÇÃO SÉRIA DESSAS MUTRETAS!



    Escrito por PLINS às 18h04
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